NOTA PÚBLICA
Sobre o desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói e a representação da “Família
em Conserva”
A Mesa Diretora da CEADES – Convenção de Pastores e Evangelistas do Estado do Espírito
Santo, por meio de seu presidente, Pastor João Manoel Rodrigues, vem a público manifestarse
acerca da polêmica envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, ocorrido
na segunda-feira de Carnaval (16), no qual foi apresentado o figurino intitulado “Família em
Conserva”, reproduzido em formato de lata com lacre.
O episódio provocou reações diversas — críticas, manifestações de apoio, notas públicas e
posicionamentos nas redes sociais — especialmente entre líderes religiosos e membros da
comunidade evangélica.
Acompanhando atentamente os acontecimentos e a sátira apresentada no desfile, que associou
evangélicos ao termo “conservadores”. Diante disso, reafirmo com tranquilidade e convicção:
“Se ser conservador é preservar princípios, vidas e valores, então somos, sim.”
Para nós, o termo “conservador” não representa atraso, mas compromisso. Compromisso com
a defesa da vida, com a moral cristã, com a valorização do casamento, com o respeito entre pais
e filhos, com a responsabilidade paterna e materna, com a proteção das crianças e com o
cuidado dos idosos. Esses são pilares que sustentam a família e contribuem para a estabilidade
social.
A família fundamentada na fé cristã não é um rótulo ideológico; é uma prática cotidiana de
valores, disciplina moral, responsabilidade e amor ao próximo.
Vivemos em uma sociedade onde o crime avança em diversas camadas sociais; onde o
infanticídio, o feminicídio, o suicídio e a depressão destroem vidas; onde muitas famílias
enfrentam crises profundas. Nesse cenário, a igreja permanece atuante — pregando paz,
promovendo equilíbrio, oferecendo restauração, valorizando a vida e preservando bons
princípios.
As comunidades evangélicas exercem papel social relevante: auxiliam na recuperação de
dependentes químicos, acompanham internos no sistema prisional, contribuem para a
reintegração de ex-detentos, oferecem suporte espiritual e emocional a pessoas em depressão
e trabalham pela reconstrução de famílias fragilizadas.
“A igreja tem tirado muitos da sarjeta do crime, recuperado vidas dentro dos presídios e
restaurado famílias. Temos ajudado pessoas que estavam no caminho do suicídio. Hoje
são cidadãos resgatados, saudáveis e reintegrados à sociedade.”
Entendemos que a manifestação cultural faz parte da democracia e respeitamos a liberdade
artística. Contudo, reafirmamos igualmente a importância do respeito às convicções religiosas e
à fé de milhões de brasileiros.
Se houve intenção de ironia, compreendemos que, ainda assim, acabou sendo evidenciado o
papel ativo da igreja e da família cristã na construção de uma sociedade mais equilibrada.
“Se defender a vida, a família e os bons costumes é ser conservador, então agradecemos
pela notoriedade.”
Nossa resposta não será o confronto, mas a reafirmação dos valores que professamos.
A igreja continuará sendo voz de esperança. Continuaremos pregando a paz, restaurando vidas
e fortalecendo famílias. Em tempos de confusão moral, é preciso firmeza; em tempos de
polarização, serenidade; em tempos de incerteza, fé.