
Pastores devem redobrar atenção ao convidar pregadores para ministrar nas igrejas
Diante dos desafios espirituais e ministeriais enfrentados pela igreja nos tempos atuais, torna-se cada vez mais necessário que pastores e lideranças evangélicas do Espírito Santo adotem critérios responsáveis e cautelosos ao convidar pregadores, conferencistas e ministros itinerantes ou não, para ministrarem em seus púlpitos.
Mais do que avaliar popularidade nas redes sociais, número de seguidores ou eloquência na pregação, é fundamental realizar um verdadeiro “check-list ministerial”, observando referências pastorais, testemunho cristão, conduta ética, vida moral, equilíbrio espiritual e compromisso bíblico do convidado. O cuidado com o altar representa também zelo pela igreja, pela doutrina e pelas famílias que recebem aquela ministração.
A orientação é que os líderes busquem informações junto a outros pastores e ministérios, procurem conhecer a caminhada ministerial do pregador, sua convivência no meio evangélico, histórico familiar, comportamento público e posicionamentos doutrinários. O púlpito não pode ser tratado como espaço de promoção pessoal, mas como lugar de responsabilidade espiritual e compromisso com a Palavra de Deus.
Em tempos de grande exposição midiática e crescimento das plataformas digitais, surgem também pessoas sem cobertura ministerial, sem referências e, muitas vezes, sem compromisso com a verdade do Evangelho. Por isso, discernimento, prudência e oração continuam sendo ferramentas indispensáveis para preservar a saúde espiritual das igrejas e evitar escândalos que possam comprometer a fé de muitos.
A própria Bíblia alerta sobre essa realidade. O apóstolo Paulo advertiu a igreja acerca dos perigos espirituais dos últimos tempos:
“Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho.”
— Atos 20:29
E o próprio Senhor Jesus também ensinou:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”
— Mateus 7:15
Que as igrejas permaneçam vigilantes, firmadas na Palavra e guiadas pelo discernimento do Espírito Santo.
Vila Velha – ES, 16 maio de 2026
Pr. João Manoel Rodrigues
Presidente | CEADES

